
Carlos Scliar
Carlos Scliar foi um pintor, desenhista, gravador, ilustrador, cenógrafo, roteirista e designer gráfico. Em 1934, estudou com Gustav Epstein em Porto Alegre. Em 1938, participou da fundação da Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa. Entre 1939 e 1947, residindo em São Paulo, integrou a Família Artística Paulista (FAP). Em 1942, publicou seu primeiro álbum de litografias, Fábula. Realizou ilustrações para livros e cenários de teatro. No Rio de Janeiro, em 1944, escreveu e dirigiu o documentário Escadas, sobre os pintores Arpad Szenes e Vieira da Silva.
Convocado pela Força Expedicionária Brasileira (FEB), participou da Segunda Guerra Mundial, na Itália, entre 1944 e 1945. Morando em Paris de 1947 a 1950, entrou em contato com o gravador mexicano Leopoldo Méndez. De volta ao Brasil, fundou, com Vasco Prado, o Clube de Gravura de Porto Alegre.
Em 1956, passou a viver no Rio de Janeiro, onde foi diretor do departamento de arte da revista Senhor entre 1958 e 1960. Fundou a editora Ediarte em 1962, com os colecionadores Gilberto Chateaubriand, Michel Loeb, Carlos Nicolaievski e o pintor José Paulo Moreira da Fonseca. Em 1969, foi publicado o Caderno de Guerra de Carlos Scliar, com seus desenhos realizados durante a guerra. Na década de 1970, executou painéis para a Prefeitura Municipal de Porto Alegre. Entre 1992 e 1999, a mostra Ouro Preto, Saudades de Quem Te Ama percorreu várias cidades brasileiras. Em 1999, realizou o álbum de serigrafias 1500/2000 – A Redescoberta do Brasil.



