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Artista Aurelino

Aurelino

Bahia
, 1942
Artista do Acervo

Artista plástico autodidata cuja produção se caracteriza por composições marcadas pela intensa geometrização e pelo uso de cores vibrantes. Iniciou sua trajetória artística na década de 1960, enquanto trabalhava como cobrador de ônibus em Salvador. Mesmo sem formação escolar formal, desenvolveu uma linguagem pictórica singular, influenciada pelo escultor baiano Agnaldo Manoel dos Santos e incentivada pela arquiteta Lina Bo Bardi, então diretora do Museu de Arte Moderna da Bahia, que reconheceu seu talento e o estimulou a seguir produzindo. Sua obra constrói paisagens urbanas e arquiteturas imaginadas a partir de formas geométricas como triângulos, círculos e retângulos, organizadas em composições rítmicas e estruturadas. Nessas imagens, a cidade aparece como um espaço inventado, composto por planos, volumes e cores que evocam tanto a memória das paisagens urbanas quanto uma arquitetura idealizada. A repetição de formas, a organização modular e a intensidade cromática conferem às suas pinturas um caráter quase arquitetônico, revelando uma percepção particular do espaço e da ordem visual. Ao longo de sua carreira, Aurelino participou de diversas exposições no Brasil e no exterior, consolidando-se como um nome importante da arte brasileira produzida fora dos circuitos acadêmicos tradicionais. Entre suas exposições individuais destacam-se Aurelino dos Santos – A Letra é o que Faz o Mundo (Museu de Arte Moderna da Bahia – MAM-BA, Salvador, 2019) e Construção Obsessiva (Museu Nacional da República, Brasília, 2020). Sua obra também integrou importantes exposições coletivas, como Geometrias do Sul: do México à Patagônia (Fondation Cartier pour l’Art Contemporain, Paris, 2019), A Mão do Povo Brasileiro, 1969/2016 (MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, 2016), Luso Afro Brasil: Arte, História e Memória (Museu Afro Brasil, São Paulo, 2020) e A Máquina Lírica (Galeria Luisa Strina, São Paulo, 2021). Suas obras integram coleções de importantes instituições, como o Instituto Inhotim, em Brumadinho (MG), e a Fondation Cartier pour l’Art Contemporain, em Paris, além de coleções privadas no Brasil e no exterior. Sua produção permanece como um testemunho singular da potência inventiva da arte brasileira, articulando memória, imaginação e estrutura geométrica na construção de cidades possíveis.

obras disponíveis

aurelino04
Obra sem título
Pintura
  - 55 x 41 cm
Aurelino
Sob consulta
aurelino03
Obra sem título
Pintura
  - 69 x 52 cm
Aurelino
Sob consulta
aurelino02
Obra sem título
Pintura
  - 52 x 60 cm
Aurelino
Sob consulta
aurelino01
Obra sem título
Pintura
  - 54 x 64 cm
Aurelino
Sob consulta

Currículo do Artista

Claudio Tozzi

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